9 de agosto de 2016

[Resenha #29] Um Olhar de Amor

Titulo: Um Olhar de Amor  
Autora:Bella Andre
Editora :Novo Conceito 
Páginas: 192 (Versão econômica)

Sinopse: Chloe Peterson está tendo uma noite péssima fugindo de seu ex-marido e de sua vida. Após sofrer um acidente de carro, em uma estrada molhada e ir parar em uma vala, acaba sendo resgatada pelo encantador Chase Sullivan. Um fotógrafo de sucesso, gentil, educado e dedicado à família. Irresistível em cada olhar, Chloe percebe que sentiu algo de muito forte e especial. O único problema é que havia acabado de tomar a decisão de jamais confiar em outro homem. Chase também se encanta por Chloe e resolve jamais desistir da mulher que cruzou seu caminho, até vencer a barreira de seu coração.

Olá meus queridos leitores, tudo bem com vocês? Espero que sim!
Hoje vim falar de um livro que já estava com vontade de ler a muito tempo e falei que só iria ler quando tivesse todos, e assim que comprei todos comecei a me aventurar com os Sullivans.


O livro nos apresenta a Chloe e Chase. Chase é um fotografo que está indo para o vinhedo do seu irmão mais velho fazer um ensaio fotográfico, como ele estava dirigindo a noite e chovia muito estava atento a tudo que acontecia na estrada, foi então que ele percebeu um carro jogado na valeta, Chase se aproximou, mas percebeu que não havia ninguém dentro do carro então continuou seguindo seu trajeto quando mais a frente percebeu uma mulher caminhando na chuva com apenas uma mochila nas costas, então ele meio que deduz que ela seja a motorista do carro. Ao se aproximar da mulher ele pode perceber o tanto que ela estava ferida no rosto, Chase com toda paciência tenta convencer a moça a entrar no carro, mas sem sucesso ela não quer entrar, depois de muitas tentativas frustradas ele conseguiu com que Chloe entrasse no carro e a levou para o vinhedo do seu irmão onde foi muito bem recebida na casa de hospedes. Chole é uma mulher muito decidida e quando viu Chase se aproximando com o carro sentiu certa insegurança com medo de ser seu ex-marido. Com o tempo que passou no vinhedo, Chloe acabou ajudando Chase com as modelos era uma maneira de ela mostrar sua gratidão pelo que ele tinha feito por ela, mas no fim ela acaba gostando do que está fazendo. A atração entre os dois começa a ficar cada vez mais nítida e eles não fazem a mínima questão de esconder isso de ninguém, e ai começa a história de Chase e Chloe. Uma história carregada de sentimentos escondidos  e com um toque de sedução.






 Estava com muita expectativa em relação a esse livro, ele surpreendeu as minhas expectativas em partes como, por exemplo: A escrita da autora é fascinante fiquei encantada na forma que ela conduz a história. Os personagens são bem elaborados e ela é bem detalhista. Os cenários também são bem elaborados. O que não me agradou muito foi que tudo aconteceu muito rápido até voltei um capítulo quando terminei de ler para vê se eu não tinha perdido algo. Minha amiga que já leu a série disse que esse é o único livro que ela não gostou muito, que os outros são melhores e mais desenvolvidos, assim espero!


 Gostei muito do Chase, de certo modo o livro foge um pouquinho do clichê até por que o romance em si já é um clichê, deve ser por isso que eu amo o gênero ele não faz a mínima questão de esconder seus sentimentos ele é muito sensato em tudo que faz, um personagem forte e decidido digamos assim. Chloe também não fica para trás é uma personagem muito bem desenvolvida esbanja carisma e simpatia, uma mulher firme que não se deixa abater por qualquer coisa. No começo ela tenta negar a si mesmo que poderia está sentindo algo por Chase já que ela estava vindo de um casamento conturbado e não queria se envolver com ninguém, mas com o passar das horas ela começa a perceber que o que está acontecendo vai muito além do que apenas desejo.


De uma maneira geral acho que a autora poderia ter investido em muito mais no enredo, tinha muitas coisas que poderiam  ser bem  mais  desenvolvidas para o leitor entender melhor a história. O que achei legal é que na medida em que você vai lendo a autora também vai te apresentando o próximo irmão do livro seguinte falando um pouco dele através dos diálogos entre personagens. O livro é narrado em terceira pessoa, mesmo não curtindo esse tipo de narrativa fiquei encantada com a forma na qual a autora conseguia nos transmitir as sensações dos personagens. Lembrando que o livro também tem suas cenas hots, as cenas são bem desenvolvidas nada chulo uma escrita bem sensual. De um modo geral o livro me agradou espero que os outros tenham mais histórias do que apenas um fim de semana.

 Para quem ficou curioso em saber sobre minha versão econômica eu comprei 2 box e cada um veio com 5
 livros.

 Para quem quiser conhecer os outros livros da série:




7 de agosto de 2016

Série: Black Mirror



ESPELHO, ESPELHO, MEU...

Quando meu companheiro de séries e filmes – e de quem eu morro de saudades – me falou que 
Black Mirror era um tapa na cara da sociedade, não me despertou muito interesse. Primeiro, porque essa expressão não me diz muita coisa; segundo, porque ele não soube me contar da série. Mas então fui lá ver e entendi a dificuldade. Esta é uma pergunta recorrente: mas afinal sobre o que trata a série Black Mirror? Qual é a história? Etc. etc. etc.

Dizer que a série fala sobre a relação homem 
versus tecnologia e sobre o que pode acontecer se esta relação não for repensada, é redundante. Até o jeito de ver séries mudou. A década de 80 foi o reinado de Aaron Spelling; em 90, foi a vez de David E. Kelley. Na década de 2000, Jerry Bruckheimer mandava; de lá para cá, as produções se dividiram, a internet passou a gerar conteúdo alternativo e as premiações se renderam a isso. Se antes você esperava pacientemente – até porque demorava mesmo, para chegar e alguns poucos canais, abertos e pagos, distribuíam a programação –, agora tudo se resume à maratonas e episódios interativos. Você assiste a tudo de uma vez e depois fica desesperado na abstinência das mid-seasons.




Com um título que remete à tela que encaramos diante da TV, do monitor, do celular e que está a uma palma de distância, talvez a melhor definição do que trata Black Mirror, seja a do próprio criador, Charlie Brooker, que compara a tecnologia à uma droga – e, como tal, ela transita entre o prazer e o desconforto ou sofrimento – e busca entender seus efeitos colaterais. E é nesta estrutura que todos os episódios são pautados. Tanto que o primeiro episódio é emblemático e diz a que veio, perto do final, com todas as letras: é uma declaração, é provar um ponto de vista que, inclusive, se sustenta.

Para se ter ideia de como a coisa já começa lá em cima, chega um ponto que você começa rir, tamanho o absurdo da situação, a de realmente cogitarem que o Primeiro Ministro da Inglaterra transe com um porco, com transmissão ao vivo, para salvar a vida da princesa pop da realeza. Até a Rainha espera que ele faça isso. A cara do povo, dos telespectadores ao ver a cena, também foi a minha.




Como uma série bem estruturada e a vida, está tudo lá, em todos os episódios, porque não existem consequências limitadas. Então temos o bullying cibernético, a inexistência fora da rede, a ruminação que repete e guarda uma memória à exaustão e cria uma paranoia profissional, a paisagem lá fora e as relações modificadas pelo pseudopoder do anonimato, do bloqueio e da mobilidade, os zumbis que piram sem celular porque a fonte da vida está ali dentro, o botão de compartilhar que é mais importante do que compartilhar algo real com alguém de verdade, o vigiar e punir de Foucault acontecendo na sua frente, a inversão ou potencialização de valores, onde não existe mais o certo ou errado, não existe mais o bom senso. Certo é o que o número de visualizações e curtidas decide. Se for popular, está certo. Se não for, está errado; mesmo que o conteúdo apresentado não agregue nada além de dinheiro na conta de quem o produz; mesmo que dentro de casa sua esposa tenha nojo de você e vocês nem se falem.

A série é uma produção britânica de 2011, que teve duas temporadas e um especial de Natal, em 2014. A terceira temporada foi anunciada para este ano ainda. Com trilha sonora de Abba, títulos de episódios maravilhosos, referências como 
1984 – principalmente no segundo episódio da 1ª temporada –, AI – Inteligência Artificial (e que lembra muito um livro de Laurie Frankel, Adeus, por enquanto), Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e, até, A Vida de Brian, os episódios, embora independentes, são ligados por detalhes.





À parte de que os ingleses sabem como fazer uma série, aquela coisa mais profunda dos países mais velhos e de estar cheio de figurinhas tarimbadas entre os atores de lá, como Jon Hamm e Rupert Everett, Black Mirror é uma produção “tão louca” que é difícil escrever sobre ela e que não dá nem para ter spoiler, mesmo que eu contasse cada episódio; mas dá para ter a teoria de que o caso da youtuber Marina Joyce (#SaveMarinaJoyce) é um viral da série.

Black Mirror não é um tapa na cara da sociedade. É simplesmente excruciante, porque por fim, conta a história de cada um de nós. Se o incômodo, a reflexão, assim como tudo hoje em dia, só dura o tempo da série, cabe a você assistir e dizer.

Em tempo, fiquei me questionando se meus pais, que não possuem essa relação com a tecnologia – meu pai tem dificuldade para usar o celular no modelo mais básico – se sentiriam da mesma forma, mas não deu certo. Nenhum deles se interessou, de verdade, em ver a série e nem têm paciência para ver três episódios seguidos.


Talvez isso já seja uma resposta...