4 de outubro de 2016

Caixinha de Correio:Setembro #1



 Olá meus queridos leitores, tudo bem com você? Bom, espero que sim! Hoje vim trazer para o blog algo que não costume de fazer e a partir desse mês irei começar a fazer com mais frequência, o blog está quase completando um ano, e eu sempre faço caixinha de correio e sempre mostro os recebidos ou na page do blog ou no instagram ai quando lembro de fazer aqui no blog já está quase na metade de outro mês, nessa caixinha de correio tem coisas que eu comprei, coisas que eu ganhei e coisas que eu troquei.Então vamos conferir tudo que chegou? 


A trilogia "O Inferno de Gabriel "  eu ganhei da minha mãe, já estava louca para ler. Tenho que confessar que a leitura é maravilhosa mesmo o primeiro livro passando de 500 páginas você nem sente que lê. Não o considero como um romance hot, mas sim um romance sensual. Não vejo a hora de finalizar o primeiro livro e vim contar para vocês o que eu achei.


Todo mundo falava muito bem dessa trilogia, e eu resolvi comprar mesmo sendo a versão econômica compensou muito, pois comprei os 3 livros por 9,90. Não vejo a hora de começar a leitura. Dei uma foleada nos livros e fiquei encantada com a diagramação.

Esses livros já estavam na minha lista de desejados a um tempinho, ficava sempre  a procura de um preço  mais em conta, pois a faixa de preço do box era de 100,00 a 135,00  então a Submarino fez uma promoção maravilhosa e o box foi para 19,90 eu literalmente quase cai dura no chão. O meu interesse com esses livros veio através de algumas leitoras do blog que sabem o quanto eu amo um bom  romance e uma delas me falou  Bia, como assim você ama romance, mas nunca leu Nora Roberts? Não é questão de não ler é questão que eu sempre falava que ia ler, mas acabava chegando livros e parceria e eu esquecia de comprar, mas agora estão os quatro na minha estante e não vejo a hora de começar a ler !


Eu já estava louca querendo começar a série então comprei o primeiro e troquei um outro livro na minha estante pelo segundo livro. Gostei muito da escrita da Audrey , pois é bem fluida e ela não faz rodeios ela simplesmente já vai direto ao ponto. Já li Janeiro em breve tem resenha para vocês!


Sabe aquela pessoa que não pode vê uma promoção? Essa pessoa sou eu. Já tinha lido 16 Luas, e quando cheguei na Americanas 3 livros por 19,90 quase cai dura, mas como eu  tinha passado um pouco tarde acabei perdendo oportunidade de comprar outros livros que eu queria.


Esse livro eu recebi de parceria com o autor Airton Tavares, uma leitura tranquila e fluida, li em um dia para quem quiser conferi aqui está a resenha.

O Vestido de Trinta  Rosas chegou na ultima semana de Setembro, ainda não li mais está na  minha meta de leituras de Outubro. O livro é bem curtinho então creio que vai ser uma leitura muito agradável.


Esse livro chegou em parceria com o Autor Zeka Sixx, estou gostando muito do livro. Digamos que não é qualquer um que goste do tema abordado e como ele é abordado, mas eu acho que estou conseguindo captar direitinho a mensagem do livro. Em breve resenha para vocês.



Esse livro, eu comprei por $5,00 de uma menina que queria desfazer. Fiquei curiosa, pois tinha visto uma resenha sobre esse livro que me deixou curiosa para saber um pouco mais da história.



E por ultimo mais não menos importante ganhei  A CAIXA DE PÁSSAROS "  no amigo livro que teve no Clube do Livro BH. Estou curiosa, pois nunca li terror, me disseram que é uma ótima pedida até para quem não curte o gênero, mas estou super receosa com a leitura por muitas resenhas que eu li .

Espero que tenham gostado de tudo que passou pela minha caixinha de correio, em breve tem resenha e sorteio para vocês



3 de outubro de 2016

[Resenha #40] Um Encontro Com Acaso





Titulo:Um Encontro Com Acaso 

Autora: Dresa Guerra
Editora: Alvo Editorial
Páginas:225

Sinopse:"Quantos encontros são necessários para mudar uma vida?
Quantos desencontros podem nos levar ao nosso destino?
André está cansado de amores experimentais. Não quer mais procurar, mas também não desistiu de encontrar. Está na fase de deixar acontecer. Focado na carreira e nos estudos, ele supõe ter a vida completa. Até que um encontro muda suas certezas e um desencontro mostra que ele não está tão completo assim...
Mariana é feliz do seu jeito. Gosta da liberdade, de sentir e viver a vida. Tudo que sentiu foi sempre muito passageiro e nunca ligou para isso. Até que um beijo muda todas as suas certezas. Assustada, Mariana força o desencontro, mas parece que, dessa vez, o destino está contra ela.
O que fazer quando o acaso te coloca de frente com tudo que você sempre quis, mas que tem medo de enfrentar?"


Olá meus queridos leitores, tudo bem  com vocês? Espero que sim! Hoje vim falar de um romance super fofo, vamos conferir?

“Eu vinha você ia e, de repente, você sorriu. E havia algo no seu sorriso. Como se ele iluminasse todo o lugar.”
Em Um Encontro com Acaso vamos conhecer Mariana mais conhecida como Mari, uma mulher independente que vive viajando a trabalho, afinal ela é uma fotografa. Mari é solteira de carteirinha e não liga para isso já que ela vive viajando não tem tempo para um relacionamento sério. André é um professor muito correto, além de professor é músico. Aos 26 anos André anda muito focado em seu doutorado, no qual ele sempre se dedica a estudar. Um dia André estava indo a uma sorveteria, e esbarrou em uma mulher deixando o sorvete dela cair todo sobre a roupa e o celular cair no chão, obviamente a mulher ficou muito estressada, pois era seu sorvete favorito o blue ice. Mari fica muito irritada ao vê seu sorvete todo em sua roupa. No tempo em que André se abaixa para pegar o celular ele consegue salvar seu número com o nome de “Babaca”. Quando Mari percebe o número dele salvo no celular ela dá aquele sorriso. O tempo vai passando e vai surgindo uma forte amizade entre eles, mas Mari sempre tem que viajar e André na maioria das vezes também está ocupado. São tantos desencontros. A Mari sempre está indo e vindo, mas quando está aqui no Brasil, gosta de está com as amigas e agora com o seu mais novo amigo babaca.  Só que a amizade vai dando lugar a um sentimento novo, será que o acaso uma hora vai fazer as coisas darem certo?

“- O Amor da maioria das pessoas é egoísta.”

Bom, tenho que adiantar que a escrita da Dresa é maravilhosa é uma narrativa que te envolve e o melhor de tudo às vezes ele usa o “você” ao longo da narrativa que te faz ter a sensação que o personagem do livro está se referindo a você que está lendo. Foram tantas frases que eu marquei no livro que eu quase marquei o livro todo. Uma escrita fácil que te prende a todo instante.

“Sempre era assim, com ela. Intenso, louco e me fazia ficar pensativo.” 

Gostei muito dos personagens, pois a autora deixou eles mais próximos da realidade possível, e a história não é igual aquelas que acostumamos vê que o cara conhece a moça hoje  e já está apaixonado por ela amanhã, a história tem um enredo fantástico que faz você ficar sedento pelos próximos capítulos. As características e personalidade dos personagens me encantaram o André apara mim é o exemplo de amigo e homem, a Mari eu me identifiquei demais com o jeito dela, pois ela é muito natural sabe? Não tem nada forçado, ela é tão gente quanto à gente.

“Mas quando as palavras podem te trair e colocar tudo a perder, o silêncio pode ser a melhor resposta”
 A narração do livro é alternada entre a Mari e o André, gosto muito desse tipo de narrativa, pois consigo visar melhor o sentimento dos personagens e me sinto mais conectado a eles. Uma coisa apenas que me incomodou ao longo da leitura foi que a Mari chamava muito o André de Babaca  o tempo todo, mas fora isso não teve nada que me desagradou. Uma leitura leve um romance que vai te fazer ri muito, por que a Mari é muito espontânea então ela fala e faz coisas que com toda certeza vai fazer você rir.
“-Impressão sua, pai”. Eu estou feliz.-Repita isso até convencer a si mesma.”

Li o livro em e-book pela Amazon, e foi uma leitura muito gratificante nesse mês de Setembro, para quem quer uma leitura rápida e leve eu recomendo muito esse livro, uma história bem elaborada, cativante e que realmente vai fazer você torcer pelos personagens. Não sou muito de falar algo sobre o final, calma meu povo, não é spoiler, mas tenho que confessar que a autora arrasou no fim do livro.


“E pela primeira vez em muito tempo eu cogitei a ideia de ficar”




2 de outubro de 2016

Série:Stranger Things


BAGULHOS BIZARROS
E Stranger Things, a nova série dos Duffer Brothers, que ta bombando na Netflix e fora dela, conta a história de um garoto chamado Will (Noah Schnapp), que desaparece de forma misteriosa. Enquanto a polícia, a família e os amigos buscam respostas, coisas estranhas, muito estranhas, acontecem...
Tá; não é a melhor sinopse do mundo, mas é por aí. Referência utilizada por excelência, nos anos 80 (e 90), década das locadoras de fitas de vídeo, as sinopses dos filmes vinham em fichas, estrategicamente colocadas em escaninhos e afins e, não eram muito diferentes disso. Você trocava esta ficha pela fita, que vinha na caixinha da locadora (localizada em bairros e com nomes que evocavam algum filme, como Wargames) e, com um aviso em letras garrafais, para você rebobinar a fita antes de devolvê-la. Ou na versão Blockbuster, trocava a caixa original vazia pela fita na caixinha da locadora, com uma sinopse tão boa quanto. E se você, como muita gente na época, parasse por aí, com essa sinopse, perderia uma das séries mais legais que já foram criadas. 


A inquietação começa na abertura, que dura mais de um minuto e você não tem vontade de pular, nenhuma vez! Ao som se sintetizadores (responsabilidade da banda SURVIVE... ou de metade dela), o letreiro luminoso que vai formando o nome da série dá uma sensação de que você já viu isso em algum lugar. Não sei você, mas eu não sossego enquanto não der nome pra coisa, então lá fui eu, fuçar. De fato, existe uma mistura de referências, de filmes a capas de livros, mas a fonte utilizada foi criada pelo jazzista Ed Benguiat e você vai encontrá-la até na capa de um disco do The Smiths.
Assim como os filmes da Sessão da Tarde (houve uma época em que fazer filme para crianças dava retorno garantido), a série é protagonizada por um grupo de crianças. Não um grupo qualquer, mas crianças que jogam Dungeous & Dragons. Sim, a série passa pela brincadeira de adivinhação de referências e isso é um dos seus grandes atrativos. Para não poluir o texto, deixei minhas descobertas para o post scriptum; mas a grande referência e de cara, no primeiro episódio, é E.T. É tão E.T., que chega a ser frustrante. Não dá liga.


 Todo programa passa pelo desafio de cativar no primeiro episódio sem entregar tudo, caso contrário, os telespectadores acabariam por abandoná-lo, com a sensação de que nada suplantou a estreia. Dê uma chance ao restante de Stranger Things, mesmo que os verdadeiros adolescentes dos anos 80 tenham sido bem mais bonitos (dê uma busca por Matt Dillon e repare que a personagem Nancy tem um pôster de Tom Cruise no quarto), mesmo com Winona Ryder, uma escolha que não entendo (a gente vê que o corpo dela trabalha para a personagem, mas é só isso). A partir do segundo episódio a série pega ritmo.


 Outro desafio é trabalhar com crianças que também sejam bons atores. Então se arriscar a sustentar uma história com elas pode dar muito certo ou muito errado. Dá muito certo! Não são todas que cumprem esse papel, mas todas são muito carismáticas; basta ver a quantidade de vídeos que aparecem com elas e por causa delas na internet (a versão de Jimmy Fallon e a paródia de 3 minutos de um grupo de amigos são as melhores). Para se ter uma ideia, até a Globo News usou a abertura da série, com as palavras “Política Brasileira”. Arrisco dizer que o grande destaque é Dustin (Gaten Matarazzo), mais conhecido como o moleque que usa o boné do Ash e não é banguela; é que seus dentes ainda estão crescendo. E, claro, tem também Holly, irmã mais nova de Mike (Finn Wolfhard).


Outro detalhe a que a série deve sucesso é a escolha da década em que se passa. Sim, já falamos das referências de outros filmes e jogos, mas o ponto agora é a cultura da época, o que envolve o próprio contexto político; isto é, a Guerra Fria.
Com a eterna ameaça entre EUA e União Soviética, de quem apertaria o botão da bomba primeiro e começaria a 3ª Guerra Mundial e, o Comunismo como o vilão da humanidade, vê-se na série que as pessoas acreditam no que o Governo diz; então se homens de preto invadem sua casa, você ajuda, você entrega seu parente, por patriotismo. E pavor. Embora evoque as ditaduras, o Governo nunca foi o inimigo. Isso é coisa de outro Will (no caso, o Smith). Levaria um tempo...


Em abril de 2015, a Netflix teria anunciado a produção de uma série dos irmãos Duffer, chamada Montauk. O título faz alusão ao Projeto Montauk, um suposto programa de experimentos do governo dos EUA durante esta mesma Guerra Fria, para desenvolver técnicas de guerra psicológica e recursos estratégicos avançados, o que incluía viagem no tempo, viagem no hiperespaço, invisibilidade e os tanques de privação aos quais a personagem Eleven (Millie Bobby Brown), é submetida na série. Mais tarde esta mesma serie ficaria conhecida como Stranger Things
Existem milhares de histórias e teorias sobre esta época para você pesquisar, caso tenha se interessado. Aliás, Stranger Things já teve sua continuação confirmada para 2017 e também já tem suas teorias, que vão desde o chamado Mundo Invertido, na verdade, ser o futuro, até que tudo a que assistimos seja uma metáfora ou delírio do tratamento de câncer de Will.


Como a matéria-prima da série faz referência ao tempo, homenageando uma década e indo e vindo neste mesmo tempo, nada mais justo do que fazer isto nesta resenha, também. Porque talvez o real trunfo da história seja evocar um momento em que as pessoas se relacionavam de outra forma, um tempo em que a espera fazia todos estarem mais próximos e, curtirem a vida além do botão da rede social, que hoje, se não for apertado, parece provocar uma guerra, o fim do mundo.
Cada época tem seu lado bom e ruim? Claro que tem; e a parte boa das locadoras de vídeo era que elas eram locais excelentes para conhecer pessoas, fazer contatos, dar risadas e passar horas conversando. Atualmente acho que só documentaristas passam horas conversando.
Se antes o estranho era ser nerd, hoje você é um alienado se não o for (tem lá, Black Mirror, pra você fazer o contraponto). Então mesmo sem a necessidade de se voltar no tempo, sem um saudosismo sem sentido, vale lembrar que a verdadeira privação que Eleven passa na série, não está no tanque, mas na falta de amor, de contato realmente humano.


Assim, seja qual for a sua coisa estranha, o seu bagulho bizarro ou sua normotice, não crie e nem deixem que criem tanques para você. A vida acontece no contato, no estar próximo, seja em que grau for, seja em que tempo for...
P.S.: por enquanto já encontrei Alien, A Hora do Pesadelo, O Iluminado, Comando, Rambo, A Fúria, Harry e Sally, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Identidade Bourne, Scanners, The Lost Boys, Os Goonies, Conta Comigo, Silent Hill, Dark Souls, The Last of Us e, um movimento de câmera, sempre do céu para baixo, que lembra, O Regresso. E você achando que Tarantino que era o rei das “colagens”...