17 de fevereiro de 2017

[ Séries] A HORA E A VEZ DOS NARCOTRAFICANTES

O advento da internet tornou o mundo, em tese, menor; as fronteiras se estreitaram. 
Sem entrar em questões políticas que, na verdade, também influenciam e, em certa medida, contra-argumentam tudo isso, ao longo da vida, os talentos sempre se sobressaíram. Por isso temos Pelé a largo alcance e Iñarritu ganhando dois Oscars seguidos. Assim que temos uma profusão de filmes e séries feitos por latinos ou sobre latinos. Seja como for, eu me sinto a própria Leci Brandão quando assisto a estas produções. Pausa para aquele seu momento “oi?”... Guarde a ideia.
O tema “latino-americano” que parece nunca sair de moda, é o narcotráfico e, com ele, seu nome mais famoso, Pablo Escobar; é por isso que é possível encontrar mais de uma série sobre ele ou que esbarre nele de alguma forma. Uma dessas séries se chama Pablo Escobar, el Patrón del Mal, estrelada pelo excelente ator Andrés Parra. A produção parte dos momentos finais do narcotraficante e do Cartel de Medellín. Embora a série tenha cenas de explosão sofríveis, ela tem momentos hilários, como por exemplo, ao mostrar uma briga entre Pablo e Tata, sua mulher, no meio de uma fuga. Enquanto os capangas correm para desmontar as coisas, Escobar espera calmamente pelas pilhas que pediu para colocar no seu radinho e tenta apaziguar a esposa que reclama que “você nunca me escuta”.  É uma produção que mostra, nas entrelinhas, por que muitas pessoas podem ser seduzidas por aquilo que, na teoria, elas sabem que não é certo.

Já o Pablo Escobar de Narcos é o grande destaque para nosotros. A despeito dos críticos do sotaque de Wagner Moura, dos fatos que também não batem com a série, Narcos causa estranheza a primeira vista, principalmente se você estiver acompanhando outras produções que falam do narcotraficante. Além da convivência com pelo menos três nacionalidades diferentes, a direção dessa série é mais pesada e cheia daquela voice over, tão características de Padilha. Outro ponto que promete ser interessante, é que a história continuará contando a trajetória do Cartel de Cali, que é uma parte que não se vê por aí. Mas acima de tudo, é sempre um orgulho ver um brasileiro “chegado lá”.  
Ainda falando em brasileiros, temos a série A Rainha do Sul, em que Alice Braga interpreta uma traficante mexicana. Esta mesma história gerou outra série anterior chamada A Rainha do Tráfico, estrelada pela atriz Kate del Castillo, que fala, entre outras coisas, sobre o Cartel de Sinaloa; porém se Narcos segue a trajetória da cocaína, A Rainha do Tráfico (tanto quanto A Rainha do Sul) segue a história da protagonista, Teresa Mendoza. Aqui o interessante é o contraponto feminino, uma personagem forte, que para sobreviver no mundo dos homens tem que aniquilar seja quem for; mas também a riqueza de sotaques e gírias oriundos das diversas nacionalidades que participam da série.










Kate del Castillo (linda como sempre e usando salto alto como quem usa um tijolo em cada pé) também estreou outra série no mesmo tema, chamada Dueños del Paraíso, dessa vez com cenário em Miami, no auge das drogas e dos crimes (panorama que serviu paraScarface e Miami Vice). Apesar de pecar na continuidade e no excesso de barriga, o destaque da série, que também conta com vários sotaques, é a Direção de Arte e os atores Tony Dalton, que interpreta o sexy e low profile Renato e, Adriana Barraza, que fazem um contraponto ao barulho e exagero da década.
Em El Señor de los Cielos, Andrés Parra volta a atuar como Pablo Escobar nos primeiros capítulos da série. Nesta história, sua morte abre caminho para que os traficantes mexicanos entrem em disputa. A série se inspira nos fatos sobre o Cartel de Juarez e de seu principal líder, aqui chamado de Aurelio Casillas, interpretado pelo ator Rafael Amaya. Esta produção é marcada por homens com excelentes peitorais, cabelos alisados, roteiros, brigas, explosões e continuidades furadas e a ratificação do estereótipo do machão. Se você curte novelas mexicanas, isso não é nenhuma novidade. E veja que isso não é uma crítica negativa. Este é o jeito deles fazerem as coisas, contarem suas histórias, mesmo doloridas, de demonstrarem orgulho por sua terra. A primeira vista pode parecer caricato, muito mais ligado a um preconceito e revolta via SBT; mas tudo isso dá identidade à produção, além do fato de que você se diverte quando assiste (o cinema americano é bastante caricato, principalmente no estilo um homem contra o mundo/todos/sistema, só que estamos bem mais acostumados. As novelas turcas têm seu jeitão também; quem sabe um dia falo sobre elas).
Nesse mundo de possibilidades, existem ainda outros tantos títulos como Rosário TijerasEl CapoLa NiñaEl Cartel de los Sapos,Camelia la Texana, Los Jefes, Senhorita PólvoraA Viúva Negra, Señora Acero e um Joaquín “El Chapo” Guzmán: el Varón de la Droga, porvir. Divirtam-se.
Agora voltemos à Leci Brandão...
Sambista conhecida, Leci costumava comentar o desfile de Carnaval da Rede Globo, sempre relacionando as pessoas. Então a porta-bandeira da escola W era sobrinha do puxador de samba da escola X, que era pai da madrinha de bateria da escola Y, que era casada com o destaque da escola Z e, assim por diante.
Ao ver essas séries todas, me deparo com rostos conhecidos interpretando praticamente os mesmos papéis ou suas antíteses. Assim que Gato, estuprador e assassino em A Rainha do Tráfico é Trujillo, policial dedicado em El Señor de los Cielos, que persegue o bandido Aurelio Casillas, que foi Guero, namorado policial de Teresa no mesmo A Rainha do Tráfico.

O traficante Isidro Robles em El Señor de los Cielos é Nataniel Cardona, marido de Anastacia em Dueños del Paraíso. Ratas, assassino e sobrinho do dono de Sinaloa em A Rainha do Tráfico, é um babaca na novela Abismo de Paixão. Um dos irmãos Ochoa e um dos braços direitos de Escobar em El Patrón del Mal, viraram um guerrilheiro e o cunhado de Escobar, respectivamente, em Narcos. Vários matadores de Escobar em El Patrón del Mal, viraram outros matadores em Narcos e um dos sócios mortos por Escobar em Narcos, é o primo de Escobar em El Patrón del Mal e policial em A Rainha do Tráfico. E o russo mafioso elegantérrimo de A Rainha do Tráficovirou um policial mal ajambrado em Dueños del Paraíso.
Não se preocupem com esse zigue-zague; é só uma broma. Embora possamos levantar várias hipóteses para esta repetição, vale lembrar que por aqui, temos produções entupidas de Cauã Raymond e Cléo Pires. No fim, acho que a parte mais bacana e generosa disso tudo é o exercício de olhar para a história e a cultura de cada país, de nos respeitarmos e nos deixarmos enriquecer por estas mesmas histórias e por este mesmo respeito... 

16 de fevereiro de 2017

[Resenha #62] Morgenstern

Titulo: Morgenstern
Autora: Kelly Hamiso
Editora: Novo Século
Páginas: 368

Sinopse:"Sarah Vega é uma jovem dedicada aos estudos e à família. Além de estudar Fisioterapia, ajuda a mãe no carrinho de cachorro-quente e cuida do pai cadeirante. Um amor incondicional que ela só compartilha com os fiéis amigos. Paciente, está à espera do homem certo, alguém que fará a diferença em sua vida. Há quem diga que esse homem é Andreas, um rapaz charmoso e atencioso, completamente apaixonado por Sarah. Ela, apesar de querê-lo bem, não sente o mesmo. Uma inesperada visita a uma academia faz seu mundo virar de cabeça para baixo. Quando se depara com o campeão de MMA Hans Scheidemann – a Muralha Alemã –, Sarah se vê envolvida em um turbilhão de paixões e dúvidas. Afinal, Hans tem seus segredos, capazes até mesmo de colocar a garota em perigo. Tudo se complica ainda mais quando uma vidente lhe faz uma revelação inusitada: Sarah tem um dom especial e faz parte de um seleto grupo – as Estrelas da Manhã – do qual depende o equilíbrio do mundo. Numa trama tão alucinante quanto comovente, repleta de romance, esoterismo, ação e emoções à flor da pele, Sarah terá de fazer as escolhas certas. Disso depende não apenas seu futuro, mas o de toda a humanidade."

Olá, meus leitores. Tudo bem com vocês? Espero que sim. Hoje vim fazer resenha de um livro que sempre via muitas pessoas falando, e assim que a Lilian Comunicações me enviou um e-mail falando um pouco mais do livro, não pensei duas vezes antes de solicita-lo.



Sarah é uma jovem muito esforçada, estuda para ser fisioterapeuta, trabalha em um hospital, cuida do seu pai que é cadeirante e ajuda sua mãe em seu carrinho de cachorro quente. Sarah é aquele tipo de pessoa que sempre faz a vontade das pessoas esquecendo a dela própria. Do outro lado temos Hans,  mais conhecido como Muralha Alemã é um ex-lutador muito conceituado até hoje. Depois que saiu da vida do Box, Hans abriu a Sieger uma academia na qual ensina as coisas que sabe desde o Box até o MMA.  Um dia o professor de Sarah os convidou para ir até uma academia para fazer como se fosse um trabalho de campo. Chegando a Singer Sarah ficou maravilhada ao conhecer o Montanha, Erika e A Muralha. Ao contrario dos seus amigos ela não ficou tão impressionada, apenas os admirou de longe, estava mais atenta ao seu celular do que qualquer outra coisa.
“[...] Sabe quando você cruza  com um olhar  e seu coração dispara como se você tivesse corrido quilômetros?Então, isso não acontece comigo.”
Em um momento Hans tocou sua amiga e os outros que estavam presentes para tirar uma foto, mas não a tocou, e isso a deixou intrigada.  Depois de alguns dias Sarah resolveu pedir para tirar fotos do Hans, para um trabalho. No começo ele ficou receoso em aceitar, pois não gostava de fotos, mas no fim acabou cedendo mesmo sem saber quem era a aluna do seu amigo que queria as fotos. Quando Sarah chegou a Sieger, ele a escutou de longe. Sarah posicionou a câmera, e logo começou a fotografar o campeão. Os dias foram se passando e cada vez mais ela se sentia atraída por ele de uma maneira diferente.

“ Vencedor do round: Empate técnico

Sarah tinha umas visões meio borradas, e não sabia ao certo do que se tratava, chegou até questionar um pouco sua sanidade devido ao pouco tempo que dorme. Com isso procurou um médico que a disse que tudo isso poderia ser por causa das poucas horas de sono. Hans e Sarah começam a se envolver, mas ela tem a lei dos 12 encontros e eles as seguem. Mesmo sem a aprovação dos pais de ambos eles começam a namorar, alguns questionam a diferença de idade já que Hans é bem mais velho que Sarah. Sarah tem um dom, do qual ela ainda não tem noção de sua grandeza. Com o tempo Hans a apelida de Morgenstern. As coisas começam a ir complicando ao longo da trama, quando muitas coisas começam a ir ficando claras na cabeça de Sarah, quando seu dom começa a lhe ensinar coisas. O destino da humanidade está na mão dela. Será que ela vai saber como lidar com isso?

 “ Quais segredos escondem esses olhos?”
Gente estou extasiada com esse livro, eu queria contar mais e mais, mas não posso, pois tudo que eu falar vai ter uma chave que ligara a outra coisa do enredo. Eu não tenho palavras para esse livro Antes de qualquer coisa   ESSE LIVRO FOJE DE TODOS OS CLICHÊS QUE VOCÊ JÁ VIU, ELE NÃO É PREVISIVEL E VOCÊ NUNCA LEU NADA PARECIDO COM ELE.  Bom, pelo que eu falei lá em cima um pouco do livro, vocês podem sim achar que tem algo clichê na trama, mas não tem. A Kelly nos apresenta a um universo que você se sente imerso querendo mais, e mais. Foi meu primeiro contato com a escrita da autora, e estou de queixo caído com a forma que ela construiu tão bem os personagens e o dom da Sarah.


Sarah foi uma personagem que me cativou desde o inicio, uma menina esforçada que faz de tudo, tudo mesmo para ajudar sua família, ela vive em prol de ajudar seu pai que é cadeirante, e um tanto preconceituoso (que ironia não?). Um personagem forte, marcante e que não é cheia de mimimi igual estamos acostumados é muito fácil se identificar com ela. Hans foi um personagem que me marcou muito que me fez chorar, e para ser sincera aprendi muita coisa com a Muralha Alemã, ao longo que vamos conhecendo sua estória ficamos maravilhados com ele. Um personagem forte, marcante e que toca nossos corações.
“-Tá reclamando, campeão?-Não, estou agradecendo...-Continuou Hans, sem olhá-lo.”

Temos os personagens secundários como a Gil, Paulo, Andreas, Sr Antonio, Erika Muralha entre outros, mas para mim quem se destacou foi o Sr Antonio, um senhor já de idade tão sábio, que quase todas as suas falas estão marcadas com Post it no livro. Um senhor que sempre esteve ao lado do Hans. Conhecemos o Sr Antonio logo no prólogo, e com toda certeza queria ter um amigo como ele. Tenho que destacar que todos os personagens secundários da trama tem tanta importância quanto os principais quem já leu esse livro sabe do que eu estou falando. A autora trabalho muito bem os personagens, dando a cada um ma personalidade marcante e muito bem construída.
“[...] Mas o que nos difere dos demais  é que somos guerreiros, e os guerreiros não desiste.”
 Sobre a edição física do livro não tenho nada a reclamar, está realmente de babar, folhas amareladas, fonte em um tamanho bom, e a diagramação nem se fale a começo de cada capítulo tem uma fonte maravilhosa. O livro possui duas orelhas em tamanho grande. A capa eu nem preciso falar né? Todos  os meus leitores sabem o quanto eu sou alucinada com capa, e essa está digna de babar coloquei o livro até em um lugar de destaque na minha estante para qualquer um que chegar conseguir vê o quão linda ela é .

“Era um campeão, uma muralha, e Sarah era um golpe baixo perfeito, executado com força, velocidade e precisão.”

A leitura é fluida, e a cada novo capítulo você descobre uma coisa e fica assim “como pode ser? Meu deus!” quando você está lendo esse livro você não sabe o que te aguarda no próximo capitulo, e lacração atrás de lacração. Eu não posso falar muito, mas pode ter certeza que muitas vezes ao longo da narrativa vocês vão ficar de queixo caído. As previsões e dom da Sarah foram muito bem trabalhados, a autora nos apresenta tudo de uma maneira clara. A escrita da autora é bem detalhada, mas nada arrastado, e sim essencial para compreendermos a trama. Mesmo não sendo tão fã de narrativa em terceira pessoa esse livro me laçou de uma maneira que eu não sei explicar. Peguei-me várias vezes chorando, pois a estória vai mexer com você. Quando cheguei ao fim eu me agarrei ao livro e chorei, o livro vai trazer uma lição a quem ler, e espero que todos tomem para si essa lição.  Tenho que parabenizar a autora, pois ta tudo maravilhoso nesse livro, favorito ainda não é o suficiente em vista do que esse livro merece. Espero que tenham gostado da resenha. Um grande beijo!

“ Um bom cobertor de orelhas nos faz sentir vivos, velho amigo. Por que quando a velhice realmente chegar, tudo que você julga importante agora não passará a ser mera lembrança. Já o amor, campeão, ele é eterno, não envelhece e nos faz sentir verdadeiramente vivos. Deus nos fez de amor. Não podemos passar a vida vazios desse sentimento”

13 de fevereiro de 2017

[ Resenha #61] Redenção de um Cafajeste

Titulo: Redenção de um cafajeste
Autora: Nana Pauvolih
Editora: Fábrica 321 (Rocco)
Páginas: 560 
Sinopse:Pioneira da autopublicação no segmento erótico nacional, com mais de um milhão de visualizações de suas histórias na plataforma online Wattpadd e sucessivos primeiros lugares na lista dos e-books mais vendidos da Amazon, Nana Pauvolih estreia na Rocco com a trilogia Redenção, um de seus maiores sucessos. Lançamento da coleção Violeta, do selo Fábrica231, Redenção de um cafajeste, o primeiro volume da série, conta a história de uma garota simples, que sonha terminar a faculdade e ser professora, e se envolve com um empresário sem escrúpulos. Uma história que mistura doses certeiras de paixão, romantismo e erotismo, tendo o Rio de Janeiro como cenário. 
Em Redenção de Um Cafajeste, a autora narra a história de uma garota simples, que sonha terminar a faculdade e ser professora, e que conhece um empresário, dono de uma das revistas masculinas mais escandalosas do país. Uma história que mistura doses certeiras de paixão, romantismo e erotismo, tendo o Rio de Janeiro como cenário.  
Olá, meus leitores. Hoje vim trazer resenha de um livro que minhas leitoras sempre me indicavam, e então eu resolvi fazer a leitura. Vamos conferir o que eu achei de A Redenção de um cafajeste?


Uma estória com muita intensidade, muito amor e uma redenção. Arthur é um empresário que fora criado por sua avó paterna, e tem um punho firme para gerenciar o seus negócios. Um homem um tanto atraente que sabe o poder do seu charme e sua sedução e a usa para o seu bel prazer. Arthur faz o tipo playboy que tem tudo muito fácil, até por que é um cara muito rico mesmo tendo tão pouca idade. Do outro lado temos Maiana, uma jovem de 21 anos que estuda história, pois seu maior sonho é ser professora. Maiana sofre muito com a mãe, pois a mesma quer que ela use sua beleza para se dar bem na vida, já ela pensa totalmente ao contrario da mãe. Pena que sua irmã mais nova não pensa assim, ela usa sua beleza para atrair caras ricos, e foi em uma dessas que Maiana conhece Arthur.


“ Só de imaginar em ser daquele jeito, em me vender, eu sentia nojo.”

Depois de um ocorrido com sua irmã, Maiana vai toda desaforada até a casa do Arthur tirar satisfação, mas para sua surpresa ela o acha lindo, e ele obviamente se sente interessado por ela, mas Arthur não  é  tipo de cara que leva a serio uma mulher só.  Mas o que Arthur não esperava era que seu charme não era relevante para Maiana que se manteve firme diante das  investidas dele. Mas Arthur não  é um cara que desiste fácil das coisas, ainda mais quando tem um rabo de saia por trás, então ele resolve “fingir”  que está realmente interessado na Maiana até poder leva-la para cama e conta com a ajuda da sua irmã,e ambos fazem o acordo. Só que nem tudo é o que ele pensa, será que vamos conseguir encontrar a redenção em um cafajeste?

Confesso que no começo do livro eu tive vontade de jogar o Arthur do prédio mais alto que existisse na minha  aqui na minha cidade. Ele é um personagem que você vai se acostumando aos poucos, e quando chegou a um determinado  estagio do livro, eu entendi com clareza o pro que ele era assim, e tenho que confessar que o motivo pelo qual é assim não  é nada clichê, e sim bem verdadeiro, achei até diferente.  Maiana  foi uma personagem que me encantou, pois em romances adultos é muito difícil encontramos personagens mulheres decididas e de opnião formada e é bem isso que a nossa protagonista é. Ela é esforçada é totalmente ao contrario da mãe e da irmã que são gananciosas.


“Ainda não tinha nascido uma mulher capaz de me controlar ou de me fazer perder a cabeça”

 A mãe de Maiana me irritou muito mais muito  mesmo, tive vontade de entrar no livro e a colocar no lugar dela, pois não se faz as coisas que ela fazia. A irmã de Maiana também não me desceu muito, uma menina um tanto arrogante e que se usa em troca de dinheiro e status, mas eu entendi a mensagem que a autora quis no passar, e se você souber captar essa mensagem você vai vê que é algo que acontece no dia-a-dia de muitas pessoas.

 A trama é maravilhosa, eu li o livro em um tapa  comecei a ler era nove da noite e quando finalizei fui olhar para o celular já  eram cinco da manhã, e eu nem senti. A leitura é fluida e te faz embarcar na estória. A narrativa é feita em primeira pessoa intercalando pontos de vista do Arthur e Maiana.
 “Arthur tinha tomado para si uma parte minha que eu não sabia mais como recuperar”

  O livro me rendeu boas risadas também, quando a Maiana leva o Arthur para ir comer com seus amigos, é muito bacana vê-lo fora da sua zona de conforto. O que me deixava indignada com o Arthur por que ele é um cafajeste de marca maior, mesmo com Maiana ele continuava pegando todas, e se divertindo. Teve algumas horas que tive vontade de entrar no livro e da uns bons tapas na cara do Arthur, e manda a Maiana acordar para a vida.


 As cenas são muito bem construídas, e te garanto que você vai ter muita raiva do Arthur muita mesmo, mas depois seu coração vai encher por ele. As cenas mais quentes são bem elaboradas, nada chulo e vulgar e sim algo sexy. Por mais que  existem alguns clichês dentro da estória a autora soube contornar e trazer personagens marcantes e próximos a nossa realidade. Foi meu primeiro contato com a escrita da  Nana, e só tenho elogios ela tem uma forma única de escrever despertando os diversos sentimentos ao leitor. Com toda certeza farei a leitura dos outros dois livros da trilogia, pois fiquei curiosa. Espero vocês que tenha gostado da resenha, um beijo!



 

12 de fevereiro de 2017

[ Resenha #60] Caixa de Pássaros


Titulo: Caixa de Pássaros
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca 
Páginas:272
Sinopse: Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão. 



Oi, oi gente!
Aqui é a Tassi do Epifania nos Livros e estou aqui hoje para falar um pouco sobre o livro Caixa de Pássaros. Vamos lá?
A história inicia-se no futuro, sendo narrada por nossa personagem principal, Malorie, onde ela nos mostra um pouco sobre o medo e o terror de crias e viver de olhos abertos nos atuais dias juntamente com os seus filhos.
Esse terror iniciou-se após uma notícia normal em um programa de notícias de TV, onde um habitante de determinada cidade assassina outro após ver “algo” e em seguida se suicida. A princípio o caso não levanta tanta polemica. A polemica em si surge, quando mais casos começam a aparecer colocando a população das cidades ao redor em estado de pânico já que as pessoas começam a enlouquecer depois de ter uma visão e atacar umas as outras e até se suicidar e se automutilar. Aos poucos, todos os habitantes e, inclusive Malorie, começam a cobrir janelas e portas com cobertores além de só sair para a rua vendada. Teorias são criadas e a loucura se espalha, deixando todos a mercê de sua própria casa.


Agora todos vivem em uma sociedade criada pelo principal pilar que é o medo. Todos à beira da loucura, se matando e com os corpos ficando empilhados em casas, ruas e becos. 

Ninguém mais está a salvo de sua própria
mente e sabendo disso, após um acontecimento, uma Malorie grávida resolve sair de sua casa, onde vive com a irmã, e ir até um abrigo noticiado pelo jornal local e onde acredita estar mais segura. Ela se venda e se arrisca dirigir até o local que é relativamente perto de sua casa, confiando apenas na sua memória. Ao chegar lá, somos novamente apresentados ao medo que o mundo vive hoje em dia, pois Malorie é revistada e se obriga a responder várias perguntas antes de ter permissão de entrar, tudo para comprovar que ela não é um “deles” – seja lá o que “eles” sejam.


E assim inicia-se uma narrativa alternando entre o passado e o futuro. No futuro, Malorie nos conta como criou seus filhos e como está tentando desesperadamente salva-los. No passado, ela conta sua trajetória com os integrantes daquela casa em que foi viver, até chegar aos dias de hoje.
Acredito que qualquer outra coisa que eu falar além do que citei ali em cima, teremos um spoiler tiro atrás do outro. Particularmente não é minha leitura favorita e nem habitual. 
Não curto suspense ou thriller psicológico, mas, esse não ganhou só meu coração, ele o arrancou e levou embora. Estou desesperada por novos livros desse gênero do mesmo autor, Josh Malerman me ganhou toda <3

A história chama atenção por inicialmente, nos deixar curioso pra saber o que exatamente está ocorrendo já que Josh criou um mundo onde o medo do desconhecido é o que impera. Nem nós e nem os personagens sabem o que está acontecendo. Nós também estamos vendados para tudo e só é trabalhado com os sentimentos que nos é dado. Em todo o tempo, eu me senti tentada a virar novamente a página e ter mais daquela deliciosa sensação de que não sei absolutamente nada do que está ocorrendo e preciso desesperadamente descobrir.

Já a edição, Intrínseca samba sempre então, ela está impecável. Temos uma capa com orelhas e textura macia. As cores do título, das frases e até da recomendação do mestre Hugh Howey combinam perfeitamente com a tensão que o livro passa e todo o seu mistério. Ela é fosca e, é meu tipo favorito de capa. Todos os inicios de capítulo são ilustrados com galhos secos de árvores e eu adorei o ar de “frio” e “desolado” que isso dá – e literalmente combina com toda a história do livro -.
Talvez alguns se espantem em como Malorie criou suas crianças, que já mostrado logo no inicio, mas acho que quando é você e sua sobrevivência, até as piores coisas e as mais cruéis tornam-se necessárias para o mundo.
Para mim, Josh trabalhou muito bem com os personagens que mostrou. Aprofundou quem precisava e pincelou que precisava. Achei o crescimento e o desenvolvimento de Malorie gradual e em ótimo tempo. E a gente só percebe isso quando vira a última página do livro e toma aqueles cinco segundos para pensar um pouco mais sobre o que acabou de ler.

Esse não é um livro fantástico que retrata o "fim do mundo" com apocalipses zumbis, cataclismos na Terra e extraterrestres. Estamos falando de algo que não se sabe o que é e que não se pode ver. Estamos lidando com a escuridão. Com a obrigação de mudar tudo que sabemos e aprender a explorar outros sentidos que temos e pouco usamos. O psicológico é abalado e a única coisa que se conhece é o próprio medo. Josh tornou esse fim do mundo extraordinário, com algo palpável e mais perto da nossa realidade.



Foi uma leitura Cinco Estrelas do meu 2016. Uma das melhores recomendações que já tive e uma das melhores que irei fazer a qualquer leitor que queira fugir um pouco da sua zona de conforto e enfrentar algo novo e inédito.