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(Resenha 105) A Mulher entre nós


 Titulo:  A mulher entre nós
Autor: Greer Hendricks e Sarah Pekkanen
Editora: Paralela
Páginas: 352
Sinopse:Um livro de suspense que explora as complexidades do casamento e as verdades perigosas que ignoramos em nome do amor. Aos 37 anos, a recém divorciada Vanessa está no fundo do poço. Deprimida, morando no apartamento de sua tia, ela não tem filhos, dinheiro ou amigos verdadeiros. Ao descobrir que Richard, seu rico e carismático ex-marido, está prestes a se casar de novo, algo dentro de Vanessa se quebra. A partir de agora, sua vida irá revolver em torno de uma única obsessão: impedir esse matrimônio. Custe o que custar. Na superfície, Nellie se parece com qualquer outra jovem bela e sonhadora que veio para Manhattan começar sua tão sonhada vida adulta. Mas a personalidade tranquila que ostenta é apenas uma fachada. Em sua mente, perdura um segredo que a fez fugir de sua cidade natal e que a impede de caminhar em paz quando está sozinha. Ao conhecer Richard – bem sucedido, protetor, o homem dos sonhos – ela finalmente começa a sentir-se segura. Ele promete protegê-la de todos os males, para o resto de sua vida. Mas, de repente, ela começa a receber ligações misteriosas. Fotografias em seu quarto são movidas de lugar. O lenço que ela planejava usar em seu casamento desaparece. Alguém está perseguindo a, alguém quer o seu mal. Mas quem?



Olá, meus queridos Leitores. Tudo bom com vocês?
Hoje vim trazer para vocês a resenha de um livro que assim que foi lançado teve divergência de opiniões, agora estou aqui para dar a minha. Vamos saber o que eu achei de  A mulher entre nós?

Vanessa está completamente  sem rumo devido ao seu divorcio, está sem saber o que fazer e para piorar ainda mais sua situação ela descobre que o seu ex-marido irá se casar novamente. Nada feliz com essa decisão repentina do ex, Vanessa resolve que vai colocar um fim nesse relacionamento custe o que custar, mas esse casamento não irá acontecer.
Do outro lado temo a doce e ingenua Nellie, professora da educação infantil e apaixonada por essa profissão, mas também faz bico como garçonete a noite para completar sua renda. Nellie teve um grande trauma há muitos anos atrás e isso a faz se tornar uma mulher um tanto insegura. Ela viu em Richard o seu porto seguro um lugar onde ela tem paz e sente que ao seu lado nada de ruim irá acontecer a ela. 

A mãe de Nellie não aprova de incio o casamento da filha, acha que tudo aconteceu muito rápido, assim como Nellie sente que sua melhor amiga Sam tem algo a falar sobre o seu casamento, mas nunca fala. Ela ama o Richard e tem certeza que esta fazendo a coisa certa. Richard é o homem dos sonhos, mais velho e bem resolvido financeiramente e é louco por ela.Tudo estava indo muito bem, os preparativos para o casamento estava a todo vapor, mas  Nellie começou a receber ligações misteriosas que trouxe a tona toda a sua insegurança.
Um thriller muito bem desenvolvido que  mexe com sua cabeça e faz você se questionar várias vezes. 

AI MEU DEUS!
 Todos que me acompanham há uns anos no blog sabe o quanto eu gosto de falar um pouco mais do enredo para que o leitor conheça o máximo possível da trama, mas no caso desse livro eu só posso falar isso, pois além disso tudo será um spoiler total.  Antes de mais nada vou começar explicando o por que das minhas quatro estrelas. Bom o incio do livro é muto lento e tinha algumas descrições que não tinha necessidade de estar ali, então o inicio do livro foi um tanto arrastado. 

Vanessa  é uma personagem que por diversas vezes questionei sua sanidade até tudo começar a fazer sentido, ela é uma personagem que você vai descobrido aos poucos assim como  Nellie. Vamos conhecendo um pouco de cada uma e suas singularidades e o tanto que uma é totalmente diferente da outra em todos os sentidos desde a inocência da Nellie a experiencia da Vanessa. Richard  é um personagem enigmático, acho o cumulo do absurdo que ele achava ruim que Vanessa trabalhasse e quando ele chegasse em casa ela tinha que esta toda produzida a sua espera.

 A premissa desse livro é maravilhosa, quando você acha que descobriu tudo na verdade não descobrimos nada. O livro é dividido em três partes tendo Vanessa narrando em primeira pessoa e a Nellie em terceira.A cada capítulo  vamos começando a juntar as peças desse quebra cabeça nada de muito relvante, mas que nos da indicio que estamos chegando há alguma coisa, mas tudo se desmorona com o fim da primeira parte eu fiquei impactada, sério, chegue a voltar páginas para vê se era isso  mesmo que eu estava lendo depois disso meus queridos é só  tiro porrada e bomba. 

  O que mais me chamou atenção na leitura é por que as autoras gostam de confundir a cabeça dos leitores e você nem percebe isso. Por várias vezes eu pensei  Meu deus, como assim?  E no fim tudo fez sentido e quando você acha que não tem mais nada com que você possa se surpreender as autoras vem e te surpreende de novo. Te garanto que você não imagina o fim desse livro, pois foi muito bem construído de uma maneira que nem eu me esforçando muito imaginaria o fim dessa trama.

É um livro muito bom, a capa condiz muito coma história. A diagramação do livro está impecável assim como toda história. Junto do livro veio um kit que a editora mandou para que pudêssemos ir juntando as peças para vê se ao menos  chegaríamos a um veredito. 

Em suma é um livro daqueles que te prende de uma maneira maravilhosa, para os fãs de Thriller indico de olho fechado e para quem quer inciar no gênero também é uma ótima pedida.

UMA DICA: NUNCA ACREDITE EM TUDO QUE LÊ



(Resenha:104) Mais que amigos

Titulo: Mais que amigos 
Autora: Lauren Layne
Editora: Paralela
Páginas:224
Sinopse:Será que vale a pena arriscar uma grande amizade em troca de um amor inesquecível?
Aos vinte e dois anos, a jovem Parker Blanton leva a vida que sempre sonhou. Tem um namorado inteligente e responsável, um emprego promissor e a companhia de seu melhor amigo, Ben Olsen, com quem divide um lindo apartamento. Parker e Ben são tão grudados que muita gente duvida que eles morem sob o mesmo teto sem nunca ter vivido um caso, mas eles não se importam com o que as pessoas pensam. Sabem que não foram feitos um para o outro — pelo menos não para se envolver. Por isso, quando um acontecimento inesperado faz com que Parker se veja sem namorado e com o coração partido, ela sabe que pode contar com Ben para ajudá-la a sacudir a poeira e partir para outra. Afinal, ninguém seria mais ideal do que seu melhor amigo para lhe mostrar os prazeres da vida de solteiro… certo? Mais que amigos é uma comédia romântica irresistível!

 Olá, meus queridos Leitores. Tudo bem com vocês?
Hoje vim trazer resenha desse livro tão amorzinho que recebi da editora Paralela. Estava louca para fazer a leitura desse livro e assim que ele chegou não resisti e passei ele na frente de todos os outros. Vamos saber mais sobre  Mais que Amigos?


Parker conheceu seu melhor amigo Ben na faculdade e desde então não se desgrudam mais . As más línguas juram que eles tem algum caso escondido e que só não assumem, mas os dois sabem que não existe nada além de amizade e um grande carinho que um tem pelo outro até por que Parker namora há muito tempo e Ben é um pegador de mão cheia, tem uma mulher para cada dia da semana.


Eles moravam juntos em um apartamento e Parker já se acostumou com essa vida agitada de Ben e a cara de surpresa das mulheres ao vê que ele morava com uma mulher, pois Parker não é lá um nome muito feminino. Também estava acostumada com as desculpas esfarrapadas que ele arrumava todo dia de manhã para dispensar as mulheres. Ben adorava sua vida, está melhor agora depois que ele e Parker formou e tem empregos que gostam.

Ben se vê perdido quando sua melhor amiga tem o coração partido pelo termino do namoro. Só que o que ele não esperava era que Parker quisesse ter o mesmo estilo de vida que ele  pegar e não se apagar . Ele fica receoso, pois conhece bem a amiga e sabe que no fim ela pode sair machucada dessa brincadeira toda, mas como seu melhor amigo não resta nada a não ser apoiar e ajuda-la nessa aventura.

Parker estava realmente decidida a colocar seu plano em pratica, se o Ben conseguia levar uma vida assim por que ela não conseguira? Só que ela não imaginou que talvez não fosse tão fácil assim que poderia ser até constrangendor em alguns momentos ir para cama com um completo estranho.

Um dia em uma conversa intima com Ben, Parker acaba falando algo sobre o beijo dele e Ben se sente desafiado a mostra-la o quão bem ele beija. Ela acaba aceitado e por mais que ela tente negar ela sentiu algo estranho, uma sensação boa. Então surge a ideia de que Parker não precisa procurar ninguém, seu melhor amigo pode ajuda-la nessa sendo seu amigo colorido. Só que as coisas não são tão fáceis assim quando temos um sentimento surgindo em meio a um acordo entre amigos. Será que esse acordo realmente vai acabar bem?

 UM CLICHÊ MARAVILHOSO!
  Foi meu primeiro contato com a escrita da Lauren e posso garantir que quero ler tudo que essa mulher estiver disposta a escrever. Sabe quando você pega um livro e não consegue largar? Foi esse livro. Não costumo colocar muita expectativa em cima dos livros para não me decepcionar, mas esse supriu tudo que eu estava esperando. Estamos falando de uma premissa clichê, mas muito gostosa de ser lida e  muito bem desenvolvida com situações um tanto engraçadas.


  Parker  é uma personagem maravilhosa, é  gente como a gente e me identifiquei muito com ela por que tenho um amigo pegador assim e já passei diversas situações com ele bem parecidas com que ela passa com o Ben. Ela tem presença e por muitas vezes é engraçada. Só teve uma única parte do livro que eu tive vontade de mata-la e creio que não foi só eu, mas isso foi o de menos por que até isso tem lado compreensivo. 

Ben entrou para lista de crushs literários, ele é o cara. Abre mão de muita coisa para ajudar a amiga. Ele me matou de rir em diversas vezes com sei humor acido e com sua sinceridade afiada. Ele é lindo e sabe que é, mas não foi o que mais me chamou atenção, o que mais me chamou atenção foi essa proteção que mesmo sem perceber ele tem com a Parker.

O enredo é maravilhoso e a amizade dos dois me lembrou até um pouco a amizade de Carter e Arizona do livro Sinceramente Carter que também foi um livro que eu amei.Temos personagens secundarios que trás um ar da graça para a trama como a amiga da Parker que é doida com o Ben e quer por que quer pegar ele de todo jeito e o mané do ex namorado dela. 

É um livro maravilhoso, confesso que queria mais e mais desse casal por que me ganhou por completo. Não tenho muito o que acrescentar por que como é um livro fininho quero que vocês descubram as coisas no decorrer das páginas. A edição está linda, simples, mas linda. Eu sou uma admiradora de capas e essa me ganhou por inteiro e a lombada se destaca na minha estante.

Em suma é um livro maravilhoso para quem ama o clichê de histórias entre melhores amigos.



(Resenha #103:) Magia Explosiva

Titulo: Magia Explosiva 
Autor: Ilona Andrews 
Editora: Universo dos Livros 
Páginas: 448
Sinopse:Nevada Baylor enfrenta o caso mais desafiador de sua carreira como detetive particular: uma missão potencialmente mortal para apreender um suspeito em situação volátil. Seu alvo é um Superior, o grau mais elevado de usuário de magia, que pode botar fogo em qualquer pessoa ou coisa.No entanto, Baylor não é a única no encalço desse perigoso indivíduo…
Lançada à perseguição, Baylor é sequestrada por Connor “Louco” Rogan – um obscuro e tentador bilionário com poderes igualmente devastadores. Dividida entre seu desejo de fuga e o de se render a essa atração arrebatadora, ela precisará juntar forças com Rogan para permanecer viva, depositando sua confiança em um homem desconhecido e perigoso, que desperta nela um desejo ainda mais arriscado.
Rogan, por sua vez, precisa da detetive para alcançar seu alvo – o Superior pirocinético Adam Pierce. Mas, para que ambos atinjam seu objetivo, precisarão enfrentar uma rede de interesses, família poderosas e armadilhas mortíferas. Louco Rogan e Nevada Baylor precisarão, para tanto, fazer concessões e aprender que o amor pode ser tão arriscado quanto a morte – especialmente em um mundo permeado de seres e de circunstâncias mágicas.

  Olá, meus queridos leitores.
 Hoje vim trazer resenha de um livro que eu esperava muito, mas acho que coloquei espectativas demais em cima dele e acabou não sendo tudo isso que eu imaginava. Vamos saber o que eu achei de  Magia Explosiva?

 Há  muitos anos atrás  foi criado um soro chamado Osíris, logo após a sua criação algumas pessoas começaram a ganhar poderes mágicos. Com o tempo  os poderes começou a ser algo genético e passava de pai para filho, com isso acaba surgindo uma nova sociedade classificada de acordo com os seus poderes mágicos.

Nevada é uma detetive particular que ama o que faz e é muito boa nisso. Ela cuida da agência de investigação da família com muita determinação desde a morte do seu pai. Seus casos na agência eram sempre voltado para o lado mais tranquilo  como por exemplo: Adultério, no qual ela sempre conseguia desvendar o que estava por trás de um casamento perfeito. O seu poder era bom, mas ela tentava ao máximo esconde-lo, pois  ela sabia que tinha algumas funções que exploravam pessoas com esse tipo de magia.  O dom dela era saber quando a pessoa estava falando verdade ou mentira ( Quem não ia querer um poder assim, né?) mas em alguns momentos ela tem quase certeza que esse poder não é o suficiente para ela. 

Tudo estava indo bem demais para ser verdade, até que Nevada é obrigada a pegar um caso praticamente impossível de ser solucionado. Ela foi contratada para ir atrás de um bad boy superior que andava fazendo coisas erradas de mais e isso era apenas o inicio do plano malicioso do maravilhoso e rebelde Adam Pierce. Ela começa ir atrás das pistas que estão surgindo pouco  a pouco, mas um dos maiores desafios dela será leva-lo vivo até  A Casa Pierce só que tem um detalhe ela não é  a única que está atrás dele, a policia também está trabalhando loucamente para encontra-lo e ela sabe que eles não serão nem um pouco misericordiosos com ele se o encontra-lo primeiro.

Em meio a suas investigações ela acaba conhecendo o famoso, milhonario e também superior  Louco Rogan. Ela o conhece de uma maneira nada gentil. Ele é grosso, prepotente, charmoso, lindo e dono de poderes que até Deus duvida. Mesmo ele sendo grosso ele também tem um certo interesse em achar o Adam e mostra para Nevada que se ela quer mesmo captura-lo  ela precisará dos poderes dele e das informações que ele tem . Mesmo receosa por que de certo modo ela se sentia atraída por ele, Nevada percebeu que não tinha nada a perder então embarca nessa aventura com Louco Rogan atrás do Adam Pierce.

Uma  jogo de sedução começa a surgir entre eles, Nevada sabe o quanto o deseja, mas é muito profissional e sabe o quanto essa missão pode colocar em risco toda sua família e seus bens e ela não está tão disposta a correr um risco desses e Louco, bom ele não desiste fácil. Será que essa missão será um sucesso?

Bom!
 Foi meu primeiro contato com a escrita dos autores, para quem não sabe é um casal que usa o Pseudônimo de Ilona Andrews . Não posso negar que a escrita é muito boa e o universo criado por esse casal realmente é algo que enche os olhos.  É tudo muito bem construído desde a elaboração de poderes e suas classificações. 

Nevada é uma personagem forte e que tem presença e personagem assim me ganha. As vezes ela é cabeça dura, mas eu compreendo por que é a vida dela que está em jogo ali. Com toda sinceridade eu amei ela. O poder que a Nevada possui  é maravilhoso e eu bem que queria.  Acho lindo o carinho que ela tem com a família ela pensa neles em primeiro lugar acima de tudo.

Louco Rogan é aquele personagem que mesmo sendo grosso em determinada situações você ainda se apaixona, por que você consegue perceber de certa maneira que isso é apenas um escudo para um homem que já sofreu mais do que muitas pessoas na guerra. Ele é sedutor e muito irônico e isso me rendeu diversas risadas ao longo da leitura, fora que ele também é bem direto e bota direto nisso ele fala o que tem que falar doa a quem doer. 

Os personagens secundários  são uma maravilha, a avó da Nevada é uma figura, imagina uma mulher sem papas na língua, pois é, é ela. A família dela é muito unida então na maioria das cenas todos estão presentes e são cenas agradáveis.  Cenas que eu amei com força foram as de ação que foram muito bem desenvolvidas e trabalhadas.


O que me fez dar três estrelas a esse livro foi que foi uma leitura muito arrastada, quando eu digo muito foi muito mesmo. Os autores davam detalhes até da grama e isso foi cansando, no começo eu achei que era até para no situarmos já que estamos em um futuro um pouco distante, mas com o tempo não. Aquilo vai ficando cansativo e começamos a ir desanimando da leitura. Uma coisa eu tenho que ressaltar, eles escrevem muito bem isso eu não posso negar e tem uma competência enorme para criar personagens bem desenvolvidos, só pecam pelo excesso de informação que poderia ser colocada em outro lugar. 

A diagramação do livro está perfeita, toda bem trabalhada, o espaçamento esta ok assim como as margens. Sou o tipo de leitora que compra livros pela capa e assim que eu vi a oportunidade de solicitar esse livro não pensei nem duas vezes por que é uma capa muito bem e condiz muito com o enredo proposto.

Em suma é um livro muito bom para os amantes de magia, ação, aventura e romances leves.

[ Série] Wild Wild Country



Quando um polêmico líder de seita constrói uma cidade utópica no deserto do Oregon, o conflito com os moradores vira um escândalo nacional. Essa é a sinopse de Wild Wild Country, que chegou ao catálogo da Netflix de maneira bem discreta. Se esse título apareceu na sua tela, assista. Se não apareceu, procure e assista. Por quê? Já te conto.
Rajneesh. É muito provável que você nunca tenha ouvido este nome e nem se empolgue com o fato dele ser de um guru indiano. Mas se eu te perguntar se você já leu essa frase (ou variações dela), tenho quase certeza de que sim: “Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar, apesar de todas as consequências”. Pois esta frase pertence a um cara chamado Osho, que talvez você já tenha ouvido falar, nem que seja pela frase. Veja só: Rajneesh e Osho são exatamente a mesma pessoa. E o que há de especial nisso? Já continuo te contando.
Osho nasceu Chandra Mohan Jain. Na década de 50 atuou como professor de filosofia na Universidade de Jabalpur, na Índia. As aulas do homem barbudo de gorro e óculos escuros estavam sempre lotadas e eram as únicas em que homens e mulheres podiam se sentar juntos e debater despreocupadamente. Pregando a busca da liberdade através da meditação, ele conquistou uma geração de pessoas que buscava a espiritualidade sem ter de se comprometer com antigas crenças, muito embora ele mesmo tenha se apropriado e feito releitura de todas essas crenças e técnicas que criticava (a frase que usei num dos meus trabalhos acadêmicos foi O amor sempre procura se realizar, assim como o rio sempre corre para o mar”. Embora seja de Roberto Shinyashiki, o cara que me apresentou ao indiano em questão, ela nada mais é do que uma releitura de um texto de Osho). A quantidade de pessoas que o buscavam era tão grande que ele passou a se dedicar exclusivamente à vocação de guru e a organizar acampamentos de meditação na zona rural do país.

Nos anos 70, já com uma pequena multidão de seguidores e um movimento com feições de religião, Chandra mudou seu nome para Bhagwan Shree Rajneesh (ou “Rajneesh, o senhor abençoado”, em sânscrito), pontuando sua ligação divina. Seus discípulos então adotaram o uso de roupas vermelho-alaranjadas, um colar de 108 contas e um medalhão com a imagem do líder. Além disso, cada novo discípulo era rebatizado pelo mestre para caracterizar a adesão. No fim desta mesma década, já instalado num centro de meditação no parque Koregaon, em Puna, ele recebia cerca de 100 mil pessoas por ano, sendo a grande maioria, ocidentais conquistados pela ideia de renunciar às repressões impostas por religiões, educação, governos e outras tradições, sem ter de abrir mão do mundo material. Tal interesse fez o movimento buscar uma base fora da Índia e em 1981, Rajneesh e seus seguidores mais próximos se mudaram para um terreno 150 vezes maior do que o Parque do Ibirapuera, no deserto de Oregon, nos EUA, que recebeu o nome de Rajneeshpuram (existe um encanto em ficar repetindo o som desses nomes), dando um passo importante para a internacionalização do movimento. Mas ser um guru que prega o amor livre e tem 93 Rolls-Royces numa cidade com 40 habitantes que se mudaram para lá para curtir a aposentadoria, não poderia passar despercebido. E é aí que a coisa pega!
Algo que todos concordam sobre esta série-documentário é que quanto menos você souber dela, melhor; de modo que cesso o spoiler, inclusive de como Rajneesh virou Osho. Mas saiba que seus realizadores, os diretores e irmãos Chapman e Maclain Way e os produtores também irmãos, Jay e Mark Duplass (junto do brilhante trabalho da produtora brasileira Juliana Lembi), levaram quatro anos para construir e fundamentar as histórias que escolheram contar, com grande perícia, diga-se de passagem. Os capítulos de mais ou menos uma hora cada, assim como o olhar de Osho, permanecem grudados à retina tempos depois de terem finalizado. E sabe por quê? Já termino de te contar.
Porque esta não é uma série sobre Osho. É sobre uma daquelas histórias inverossímeis e alucinantes, que misturam paranoia, megalomania, Nike (sim, a marca de tênis), luta de poder, escalada da violência e de corrupção que encontra eco na sociedade de hoje, em políticos que representam essas mesmas pessoas, ainda que no discurso atual nada disso seja compreensível ou aceitável. Seguindo a tendência, a produção deixa a decisão de que lado tomar a cabo do expectador (e você vai pesquisar no Google; vai, sim), mas eu ainda não decidi. E eu pratiquei uns troços lá que esse homem ensinou. Essa é a parte que eu tenho facilidade de entender. Mas a cada novo episódio as coisas saem ainda mais do controle, que tudo o que resta ao seu cérebro é ser bugado, mesmo vendo as imagens na tela.
Segundo Rajneesh/Osho, o que ele buscava era que o ser humano elevasse sua consciência para que todo o mundo pudesse ver quem ele realmente era. A série mostra que, de um jeito ou de outro, ele atingiu este objetivo. E talvez tenha sido exatamente por isso que todos os envolvidos nesta história, não só o American way of life, tenham se sentido tão ameaçados... 



Ei meus amores! Sou a Bia Coelho!
22 primaveras, mineira,
mãe da Manu,
alucinada por livros.
Apreciadora de bons romances.
Esposa do Christian Grey!
Apaixonada pelo universo literário, leitora compulsiva, freelancer como Web design e projeto de escritora nas horas vagas.

Bem vindos ao
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Luanna
Oioioi, eu sou a Luanna do Instagram @pausaparalivros, escorpiana raiz, e vou aparecer aqui com muitas resenhas de livros, além de dicas de filmes, séries... ou seja, tudo o que a gente ama. Não é mesmo? Espero que gostem do conteúdo que postarei e me sigam no Instagram para saber diariamente o que estou achando das leituras

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